Covas, queimaduras e protetor solar

Os pés de Bernardo elevaram-se, perdendo momentaneamente o contato com a areia. A onda o arrastara alguns metros para trás, deixando-o no ponto em que estivera segundos antes, quando a água cobria-o até a altura do peito. Movimentou-se, sentindo o peso em suas pernas e avançou. O sol baixo obrigava-o a cerrar os olhos; afastava … Continue lendo Covas, queimaduras e protetor solar

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Ando meio desligado (Perestroika)

Não queria assumir isso para mim mesmo, mas estou com aquela frescura de “bloqueio de escritor”. Não que eu seja um, claro — longe disso. Há alguns motivos para o meu total desinteresse em escrever. Primeiro, eu não sei o que quero escrever. Tenho ideias para alguns contos; nunca sei por onde começar, nunca sinto … Continue lendo Ando meio desligado (Perestroika)

Eu vou comprar uma arma e iniciar uma guerra

Eu vou comprar uma arma e iniciar uma guerra. Atirar contra os peitos estufados por essa alegria rancorosa. Vou abrindo caminho à sangue pela multidão, sentindo o medo nos olhos de quem sempre esteve acostumado a oprimir. Vai chegar um momento que eu seguirei sozinho, a menos que você considere a solidão um tipo de … Continue lendo Eu vou comprar uma arma e iniciar uma guerra

Marx & Eu

Não ter cursado jornalismo foi uma decepção para mim. Meu sonho era trabalhar numa agência de notícias como a Reuters, AFP, EFE e, quem sabe, fazer coberturas internacionais, sempre com o cracházinho pendurado no pescoço e usando aqueles coletes escritos ‘IMPRENSA’ nas costas. O custo da mensalidade era pornográfico. Tentei fazer o FIES, mas naquele … Continue lendo Marx & Eu

Quando eu sair pra nunca mais voltar

OST Keane - Neon River The Anderson Shelter - Do It Again U2 - One Tulipa Ruiz - Quando Eu Achar Keane - The Lovers Are Losing Eu já falei em outro texto que atualmente trabalho próximo do meu antigo emprego. Em outra ocasião eu também contei sobre meu hábito de fingir que não vi … Continue lendo Quando eu sair pra nunca mais voltar

O Silêncio (que precede o esporro)

O silêncio. No final do ano passado, a Cláudia, uma amiga de faculdade, me deu um caderno em branco. Era uma daquelas agendas costuradas de páginas amareladas. Não tinha linhas, mais parecia aquele diário que o Voldemort transformou em horcrux. Na verdade poderia ser mesmo uma horcrux. Me deu dizendo para eu escrever uma história … Continue lendo O Silêncio (que precede o esporro)